terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Um belo sinal
de que eu devo parar
para os bons entendedores meia palavra basta
para um ótimo entendendor nenhuma palavra basta
E para aqueles que choram em noites sem estrelas e chuvosas
Um toque, feche os olhos
e imagine, sempre, mesmo que digam que imaginar é uma fuga
e quem já negou que não seja
olhar com ternura para o céu distante que parece mais proximo que tua boca
E como um sorriso e uma sagacidade de lobo invento mil e uma peripécias pra me distrair
e me dopo com canções de quem já muito viveu e escreveu
e tomo a dor dos amores mal resolvidos
E como quem se encontra sozinho num deserto, o grito esganiçado de quem jamais será escutado
E acreditei e muitas vezes não alcancei, to cansada, exausta,
não quero repetições
Queria poder enterrar meus fantasmas e viver sem coração, mas quem nasce em época errada tem de aguentar as consequencias
de que eu devo parar
para os bons entendedores meia palavra basta
para um ótimo entendendor nenhuma palavra basta
E para aqueles que choram em noites sem estrelas e chuvosas
Um toque, feche os olhos
e imagine, sempre, mesmo que digam que imaginar é uma fuga
e quem já negou que não seja
olhar com ternura para o céu distante que parece mais proximo que tua boca
E como um sorriso e uma sagacidade de lobo invento mil e uma peripécias pra me distrair
e me dopo com canções de quem já muito viveu e escreveu
e tomo a dor dos amores mal resolvidos
E como quem se encontra sozinho num deserto, o grito esganiçado de quem jamais será escutado
E acreditei e muitas vezes não alcancei, to cansada, exausta,
não quero repetições
Queria poder enterrar meus fantasmas e viver sem coração, mas quem nasce em época errada tem de aguentar as consequencias
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Esses tempos novos
Em que nossos amores se vão tão rápido
Nossas angústias prevalecem e se aninham aqui dentro
Em que nossos traumas são descontados em quem nem sonha com isso
Que nossas ilusões ficam tão apavoradas quanto nós mesmos
Esses tempos angustiantes em que nós já nem parecemos com o que éramos ao nascer
Já nem gostamos das mesmas músicas
Sentimos nossas feridas tão expostas
Nosso mercúrio cromo já nem é tao eficaz
Nos transformamos numa máquina de rancor
De mágoas nunca esquecidas
De polos sempre opostos e não dispostos a permanecer sóbrios
Nessa agonia, nessa terra, nos sentimos expatriados
Sentindo sempre que não somos daqui
Nós sentimos mártires de nossas próprias lutas, sem nunca ter morrido por uma causa justa
Sem nunca ter chorado o suficiente, mas somos auto-suficiente na dor, e auto-flagelantes na lembrança
Doces acordes e penas imortais
Em que nossos amores se vão tão rápido
Nossas angústias prevalecem e se aninham aqui dentro
Em que nossos traumas são descontados em quem nem sonha com isso
Que nossas ilusões ficam tão apavoradas quanto nós mesmos
Esses tempos angustiantes em que nós já nem parecemos com o que éramos ao nascer
Já nem gostamos das mesmas músicas
Sentimos nossas feridas tão expostas
Nosso mercúrio cromo já nem é tao eficaz
Nos transformamos numa máquina de rancor
De mágoas nunca esquecidas
De polos sempre opostos e não dispostos a permanecer sóbrios
Nessa agonia, nessa terra, nos sentimos expatriados
Sentindo sempre que não somos daqui
Nós sentimos mártires de nossas próprias lutas, sem nunca ter morrido por uma causa justa
Sem nunca ter chorado o suficiente, mas somos auto-suficiente na dor, e auto-flagelantes na lembrança
Doces acordes e penas imortais
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hoje vou te mostrar a carnificina que se tornou te desejar assim
tão desesperando, sem esperar e precisando tanto
Essa espera auto-flagelante
Não quero as migalhas do teu pão
Nem tenho mais pretensões
Só quero dizer que sou uma máquina de lembranças
Ou seria, uma maquina de rancor
Tudo o que me incomoda ao amanhecer e me prejudica ao dormir
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tudo ilusório e fictício
Tudo uma armação
A vida e as coisas estão parecendo " O show de Truman"
Onde me encontro cada dia mais embaraçada
O desanimo bate e não volta, fica por aqui
é tudo desperdício, quantas almas serão perdidas assim?
Não vou e nem quero me entregar
Mais um final de ano chegando, e hoje senti uma saudade do passado inevitável
é so rebuscar nesse mesmo lugar, há quase um ano atrás, o que eu escrevia
é sempre estranho, é desconexo
é uma chuva, é um moinho, é pedra não-rara
é egoísmo
e é sem sombra de duvida estupidez, te esperar tanto assim ao menos pra um longo abraço
Tudo uma armação
A vida e as coisas estão parecendo " O show de Truman"
Onde me encontro cada dia mais embaraçada
O desanimo bate e não volta, fica por aqui
é tudo desperdício, quantas almas serão perdidas assim?
Não vou e nem quero me entregar
Mais um final de ano chegando, e hoje senti uma saudade do passado inevitável
é so rebuscar nesse mesmo lugar, há quase um ano atrás, o que eu escrevia
é sempre estranho, é desconexo
é uma chuva, é um moinho, é pedra não-rara
é egoísmo
e é sem sombra de duvida estupidez, te esperar tanto assim ao menos pra um longo abraço
sábado, 13 de novembro de 2010
Olhando para dentro, explicando por fora
O que nós não entendemos, ou não sabemos traduzir
O que nos passamos , nossos pais ja passaram repetidas vezes
e nosso mundo girando tanto e a gente aqui parado de braços cruzados
Esperando que as coisas aconteçam
Tô cansada daqui, sinceramente
Parece que to sempre repetindo as mesmas ladainhas...
Sempre reticências
O que nós não entendemos, ou não sabemos traduzir
O que nos passamos , nossos pais ja passaram repetidas vezes
e nosso mundo girando tanto e a gente aqui parado de braços cruzados
Esperando que as coisas aconteçam
Tô cansada daqui, sinceramente
Parece que to sempre repetindo as mesmas ladainhas...
Sempre reticências
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Tão conflituosa como os dias de sol com gotas de chuva
Quando o dia não se decide e te deixa confusa, não sabe se tira a roupa ou se agasalha
Pensando bem, estamos à anos-luz de um dia frio
Só que a sensação térmica determina outras coisas
"Eu to chovendo muito mais do que lá fora"
O clima se transforma muito mais dentro de nós
é em nossos orgãos e sentidos que se acontece verdadeiramente as coisas
As vezes um dia quente de completa chuva
ou um dia frio e a gente morrendo de insolação
Cansei de poetizar esses dias tão escraxados
Poeta morta? poeta com problemas existenciais é redundância
Mulher problemática é pleonasmo
Um soco no estômago de todos os livros que já li.
Quando o dia não se decide e te deixa confusa, não sabe se tira a roupa ou se agasalha
Pensando bem, estamos à anos-luz de um dia frio
Só que a sensação térmica determina outras coisas
"Eu to chovendo muito mais do que lá fora"
O clima se transforma muito mais dentro de nós
é em nossos orgãos e sentidos que se acontece verdadeiramente as coisas
As vezes um dia quente de completa chuva
ou um dia frio e a gente morrendo de insolação
Cansei de poetizar esses dias tão escraxados
Poeta morta? poeta com problemas existenciais é redundância
Mulher problemática é pleonasmo
Um soco no estômago de todos os livros que já li.
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