quarta-feira, 1 de junho de 2011
Uma das músicas novas do Zeca Baleiro,( ou Balada)
Trova (Aonde Flores)
Zeca Baleiro
Composição : Zeca BaleiroNo céu azul nuvens nuas
No teu olhar céus febris
Passos maiores que as ruas
Canções que eu nunca fiz
No teu olhar céus febris
Passos maiores que as ruas
Canções que eu nunca fiz
Tu pisavas distraída
por entre os carros sem dor
andando pela avenida
como se andasse num andor
por entre os carros sem dor
andando pela avenida
como se andasse num andor
Pra onde fores eu vou
Aonde flores eu fujo
Te dou meu poema sujo
que eu não sei fazer toada
Menos que se quer é tudo
Tudo que se tem é nada
Aonde flores eu fujo
Te dou meu poema sujo
que eu não sei fazer toada
Menos que se quer é tudo
Tudo que se tem é nada
"Não tem tradução"
Linda música, dispensa comentários.
Noel Rosa
Composição : Noel RosaO cinema falado é o grande culpado da transformação
Dessa gente que sente que um barracão prende mais que o xadrez
Lá no morro, seu eu fizer uma falseta
A Risoleta desiste logo do francês e do Inglês
A gíria que o nosso morro criou
Bem cedo a cidade aceitou e usou
Mais tarde o malandro deixou de sambar, dando pinote
Na gafieira dançar o Fox-Trote
Essa gente hoje em dia que tem a mania da exibição
Não entende que o samba não tem tradução no idioma francês
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
Com voz macia é brasileiro, já passou de português
Amor lá no morro é amor pra chuchu
As rimas do samba não são I love you
E esse negócio de alô, alô boy e alô Johnny
Só pode ser conversa de telefone..
Dessa gente que sente que um barracão prende mais que o xadrez
Lá no morro, seu eu fizer uma falseta
A Risoleta desiste logo do francês e do Inglês
A gíria que o nosso morro criou
Bem cedo a cidade aceitou e usou
Mais tarde o malandro deixou de sambar, dando pinote
Na gafieira dançar o Fox-Trote
Essa gente hoje em dia que tem a mania da exibição
Não entende que o samba não tem tradução no idioma francês
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
Com voz macia é brasileiro, já passou de português
Amor lá no morro é amor pra chuchu
As rimas do samba não são I love you
E esse negócio de alô, alô boy e alô Johnny
Só pode ser conversa de telefone..
Culpa do Diego
Eu já estava aqui mentalizando, aí vou no blog do Diego e me bate a curiosidade de escutar essa música do Radiohead, so pra terminar de deixar o dia mais sombrio. Aff, essa é uma música extremamente deprimente, portanto quem não estiver preparado nao clique.
Inspirações (boomerang blues - parte mil)
Música linda, momento extremamente parecido com todos os que ja vivi , a frustração, ões, na verdade. Uma falta de sorte, um nó na garganta, uma falta de alívio, uma noção do perigo, curto essa música como quem lambe lágrimas salgadas, com um leve acre. Aprendendo de novo, levando aquele soco nosso de cada dia, de uma flor mal cuidada, mal regada e mal e agora mal brotada. Reflexos de uma impureza. Corroi, mas corroi até acabar logo com tudo, antes que eu comece a pensar nisso tudo. Não aguento mais essa história de sentir intensamente, viver intensamente, quero calmaria, meu pobre e novo coração já nao é mais o mesmo com sorrisos formigantes como antes. Pedra do sossego quero me encostar em você. Sugar ao máximo das pessoas, todos os dias acordamos pensando nissos, e nos nem sabemos de onde parte tanto sangue. Era tão bom, o passado sempre parece bem mais promissor que o futuro.
Pintei um quadro e nele tava seu rosto, todo riscado de branco
Aqui nessa cidade provinciana,moro eu e meus sonhos
Rastejantes e pujantes sob o sol rajante dessa rima irritante
Cérebro frito, ou seria fritado, pelo dia nosso de cada assalariado.
Meu Durkheim me acompanha debaixo do suvaco soado, quase molhado.
Vou pelas ruas e calçadas assimétricas me entortando em busca de alguma sombra
Encontro nos olhos de alguem na rua os mesmos devaneios que os meus, um tal desconhecido
O endereço é complexo, o coração imaturo, o desejo inseguro, o labutar exagerado, o perfume acre
Meu ópio não é igreja, não é intelecto, não é cachaça, não é futebol, está ligado naquele olhar fumilnante
Não procuro nada nem ninguém, deixo que tudo e todos me achem, nem precisa telefonar, sei que vou te esbarrar
E perguntarei a qualquer amigo, a qualquer bar, a qualquer vento, em qual pedra você costuma tropeçar
E de repente, tropeças na ribanceira que eu montei, encalha e se afoga nos litros que chorei, mergulha e brinca de tiro ao alvo e acerta a flexa na garganta. Essa fama de espoleta, quebra e geme todo dia, funga no cangote da solidão, parte e se distrai. Meu amor, era so verão, todo esse calor jamais valeria a pena, se não tivesse a sua sombra, decoro teu passo leve e, com luvas especiais consigo tocar teus desejos mais íntimos. Eu vejo flores em você.
Rastejantes e pujantes sob o sol rajante dessa rima irritante
Cérebro frito, ou seria fritado, pelo dia nosso de cada assalariado.
Meu Durkheim me acompanha debaixo do suvaco soado, quase molhado.
Vou pelas ruas e calçadas assimétricas me entortando em busca de alguma sombra
Encontro nos olhos de alguem na rua os mesmos devaneios que os meus, um tal desconhecido
O endereço é complexo, o coração imaturo, o desejo inseguro, o labutar exagerado, o perfume acre
Meu ópio não é igreja, não é intelecto, não é cachaça, não é futebol, está ligado naquele olhar fumilnante
Não procuro nada nem ninguém, deixo que tudo e todos me achem, nem precisa telefonar, sei que vou te esbarrar
E perguntarei a qualquer amigo, a qualquer bar, a qualquer vento, em qual pedra você costuma tropeçar
E de repente, tropeças na ribanceira que eu montei, encalha e se afoga nos litros que chorei, mergulha e brinca de tiro ao alvo e acerta a flexa na garganta. Essa fama de espoleta, quebra e geme todo dia, funga no cangote da solidão, parte e se distrai. Meu amor, era so verão, todo esse calor jamais valeria a pena, se não tivesse a sua sombra, decoro teu passo leve e, com luvas especiais consigo tocar teus desejos mais íntimos. Eu vejo flores em você.
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