quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
E era um homem, um fétido e grotesco homem, nascido em solo nordestino, com todo aquele solo quente, e nascido em casa mesmo, com todos os outros 3 irmãos esperando pela chegada de mais um.Mas ele não seria mais um, ele estaria em destaque , por diversos motivos, pelas mãos detentoras de um grande dom, pintava tudo, rostos, paisagens, pessoas, cenas, gestos, e tudo o mais que sentisse vontade.Mas também havia uma obecessão que o cercava,as mulheres, ele as admirava , as adorava, as sentia, as transformava, mas depois de toda essa adoração, as espancava, açoitava-as , acorrentava, e sussurrava, porque sentia que estava numa constante conspiração, no qual ele era a vítima, eterna vítima, de delírios, de solidão. E a cada mulher que encontrava, sentia que ela sempre conspirava por sua decadência, e as sufocava, em casa com família, no motel, no hotel, na rua, na lanchonete, as sufocava,batia, prendia , torturava, até sentir que não havia perigo.Se embriagava pra não mais sentir dor, cheirava, injetava, enxarcava a casa, as casas de entopercentes pra esquecer de sua situação, de sua miséria, do solo quente, da parteira,da mãe que cuidara sozinha e quase louca de tantos filhos , de quase nenhum juízo e saúde precária, e ele sempre achou uma forma de amenizar isso, culpando a si mesmo e os outros por tudo,e porque sentia que a humanidade é um eterno pesar, e pesava tanto que ele não aguentava estar lúcido para presenciar.Sempre juntava dinheiro, muito dinheiro, com sua arte apreciada por poucos barões e magnatas, e assim comprou, casas, carros, luzes, brilho, mulheres, felicidade instantanea e em comprimido, mas por um comprimido de felicidade vendia tudo o que tinha, e já não conseguia produzir essa arte com tanta frequência, pois nunca estava lúcido pra isso,as ruas se tornaram pequenas, ele queria toma-las para si, as calçadas também, as luzes, ele queria entrar e senti-las, nada mais era tão intenso, nada mais o anestesiava, e então foi viajar, procurar lugares, procurar distração, pessoas novas, novas ruas e calçadas a serem tomadas, encontrou em cigarros , cigarretes, maconha,alcool, crack, cocaína, dopamina e as "inas" todas, se tornaram suas melhores amigas, sempre tão companheiras, sempre as arranjava assim que podiam, trabalhava duro para tê-las, e sua satisfação era apreciá-las, foi assim que ele trocou de obceção, de mulheres a "felicidade instantânea" e para sua surpresa, ela o amava cada vez mais, se fazia presente a cada dia em sua vida, ela presenciava suas alucinações, estava tão intensa, e um dia , em toda sua intensidade, ele foi mostrar ao mundo que a amava, saiu correndo por uma avenida gritando que alguém que ele amava e gritou, gritou,gritou, esganiçou,perdeu a voz e ninguém o escutou, foi então que ele percebeu a luz que o seguia, que vinha em sua direção, luz sobre rodas, 4 exatamente, sobre um grande pedaço de metal, que rapidamente de aproximava, e o atravessou lentamente, e por toda a rua esvaia-se em sangue, um sangue que continha sua amada, que não o largou um só segundo desde que a conheceu, boa companheira, amiga fiél, só a deixou nos ultimos minutos de sua vida, e agora ela continuará seu rumo, fazendo o delírio de muitos, roubando o amor de muitos e sendo fiél até os ultimos suspiros
Então é isso?
é assim que acaba?
365 dias acabam assim? Numa noite de chuva, em casa...
e tudo o que foi vivido, será lembrado? e porque ter de lembrar tudo o que foi feito em 12 meses
apenas em um dia
O que há de ser pensado? quantos amigos perdemos, quantos ganhamos?
o que fizemos para perde-los, o que fizemos para ganhar outros
isso tudo é uma troca, ou a vida é realmente uma comédia
e que comédia...
achamos que por nos preocuparmos um dia com algumas pessoas, somos ou seremos pessoas melhores no ano que está nascendo,ah se os Maias tivessem razão, então o grande circo estaria desfeito.
Grande dois mil e dez anos de grandes feitos, grandes desastres, grandes "conquistas", evoluções, revoluções, industriais, intelectuais, e o homem aprendeu mais ainda a destruir a si próprio, e que venha mais um ano
o ECOmenismo está aí, e será que a humanidade está preocupada realmente com a terra, ou será com o medo de morrer em conjunto, que linda catastrofe, e só é catastrofe porque existe o homem, senão, seria apenas um fenômeno da natureza, um grande fenômeno!
Que entre 2010, e que a miserircórdia divina esteja com todos nós
é assim que acaba?
365 dias acabam assim? Numa noite de chuva, em casa...
e tudo o que foi vivido, será lembrado? e porque ter de lembrar tudo o que foi feito em 12 meses
apenas em um dia
O que há de ser pensado? quantos amigos perdemos, quantos ganhamos?
o que fizemos para perde-los, o que fizemos para ganhar outros
isso tudo é uma troca, ou a vida é realmente uma comédia
e que comédia...
achamos que por nos preocuparmos um dia com algumas pessoas, somos ou seremos pessoas melhores no ano que está nascendo,ah se os Maias tivessem razão, então o grande circo estaria desfeito.
Grande dois mil e dez anos de grandes feitos, grandes desastres, grandes "conquistas", evoluções, revoluções, industriais, intelectuais, e o homem aprendeu mais ainda a destruir a si próprio, e que venha mais um ano
o ECOmenismo está aí, e será que a humanidade está preocupada realmente com a terra, ou será com o medo de morrer em conjunto, que linda catastrofe, e só é catastrofe porque existe o homem, senão, seria apenas um fenômeno da natureza, um grande fenômeno!
Que entre 2010, e que a miserircórdia divina esteja com todos nós
domingo, 27 de dezembro de 2009
O vento
ele desenhava cada fio do meu cabelo
ele esvoaçava, a parecia que levava consigo cada dor
cada passo, cada lágrima, parecia até que uma noite de sono
daquelas em que a gente dormi triste e acorda feliz
Seria seu nome vento?
seria brisa?
seria novidade?
Eu nao denominaria nenhum desses
Eu apenas sentiria, não quero acabar com essa sensação de incognita, do desconhecido
que todos apreciam
ele desenhava cada fio do meu cabelo
ele esvoaçava, a parecia que levava consigo cada dor
cada passo, cada lágrima, parecia até que uma noite de sono
daquelas em que a gente dormi triste e acorda feliz
Seria seu nome vento?
seria brisa?
seria novidade?
Eu nao denominaria nenhum desses
Eu apenas sentiria, não quero acabar com essa sensação de incognita, do desconhecido
que todos apreciam
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eu não escolhi desejar tanto
Eu sempre achei que minha fortaleza seria intransponível
aí vem o cavalo de tróia pra me surpreender
Me atacou no meu ponto fraco, no meu calcanhar de Aquiles
Foi necessário só um ataque, e caí logo aos seus pés
Uma vida inteira aos teus pés
Que delícia, que doideira, que maluquice
Que ninguém viu, não há cumplices, não há vínculos
só há olhares, sombras, dúvidas , certezas
Procure nos olhos de quem é a culpa, quando não há culpados
Há álibis, você me esconde por um motivo
e eu por outro,
e estaremos encarcerados em segredos, até um dia na velhice lembraremos e riremos
ou choraremos, de um mais além, ou de um nunca ter ido
Breves sensações
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Não, eu não quero mais essa dor pra mim
Suportei por longos meses, uma cruel auto-flagelação
Não ser o suficiente pra alguém, dói mais que uma traição,
pois na traição em algum momento você a satifez
Eu não preciso alojar essa dor em ninguém, ela pertenceu so a mim
Ninguém precisa pagar pelo que já me fizeram, nem eu mesma preciso pagar
Só quero sentir a brisa de novo, e ter certeza que hoje você estará ao meu lado
Esse boomerang já voltou várias vezes, e todas as vezes, ele me matou um pouco
E sempre nasce alguém mais corajosa, mais sonhadora, mais apaixonada pela vida
É sempre nesse solo que eu prefiro pisar, arriscar é sempre mais fascinante de se viver
Amar a cada um, a cada modo, a cada dor, e a cada virada de página, ter certeza
de que vale a pena tentar, uma hora o boomerang vai e não volta
Suportei por longos meses, uma cruel auto-flagelação
Não ser o suficiente pra alguém, dói mais que uma traição,
pois na traição em algum momento você a satifez
Eu não preciso alojar essa dor em ninguém, ela pertenceu so a mim
Ninguém precisa pagar pelo que já me fizeram, nem eu mesma preciso pagar
Só quero sentir a brisa de novo, e ter certeza que hoje você estará ao meu lado
Esse boomerang já voltou várias vezes, e todas as vezes, ele me matou um pouco
E sempre nasce alguém mais corajosa, mais sonhadora, mais apaixonada pela vida
É sempre nesse solo que eu prefiro pisar, arriscar é sempre mais fascinante de se viver
Amar a cada um, a cada modo, a cada dor, e a cada virada de página, ter certeza
de que vale a pena tentar, uma hora o boomerang vai e não volta
domingo, 13 de dezembro de 2009
Não, não vou mais te esperar
a minha felicidade tem pressa
há dias, meses, anos , ela corre atras de alguém , de um você
de um poder amanhecer juntos, de doces palavras, de um breve dia ,de uma longa noite
Não tem como mais aguardar um talvez, quem sabe fosse um sim sincero, ou um não mais sincero ainda, mas esse tua incognita, me machuca, me devora, me suga, de uma forma que me prendo a
você e mais ninguém me pertenço, por isso preciso partir, botar um ponto final,
Não preciso mais de interrogações e nem de exclamações, já me basta toda ferida, toda cicatriz
Dessa vez sou eu quem parto, pra não mais voltar ,pra correr direto pra felicidade
pois ela,
Ela tem pressa
a minha felicidade tem pressa
há dias, meses, anos , ela corre atras de alguém , de um você
de um poder amanhecer juntos, de doces palavras, de um breve dia ,de uma longa noite
Não tem como mais aguardar um talvez, quem sabe fosse um sim sincero, ou um não mais sincero ainda, mas esse tua incognita, me machuca, me devora, me suga, de uma forma que me prendo a
você e mais ninguém me pertenço, por isso preciso partir, botar um ponto final,
Não preciso mais de interrogações e nem de exclamações, já me basta toda ferida, toda cicatriz
Dessa vez sou eu quem parto, pra não mais voltar ,pra correr direto pra felicidade
pois ela,
Ela tem pressa
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