Eu que tenho me reprimido tanto por te amar
Recebendo bronca todos os dias de mim mesma, por querer receber notícias suas
Como vão seus planos, suas pretensões, se sua saúde ainda é a de antes
Se sua família vai bem, ou como anda aquela sua alergia
Se tens lido os livros que emprestei
Se o carro tem dado problema ou se te falta carinho
As mil e uma linhas dedicadas a esse amor se acabarão como se acabaram outras
Os pensamentos soltos vão correndo ao seu encontro
Sumindo materialmente, fica sua lembrança
Nos livros presenteados
Nas ligações demoradas
Nos beijos intermináveis
Na sua pele que tanto adorava
E agora só me resta a poesia, doce e calada como sempre
Que só fica a me escutar, sem reclamar se cito seu nome
Ou se já é tarde
Adorava ver seu rosto aflito e minha memória não me deixa em paz
Fica essa noite aqui e me faz companhia, diz que eu faço falta
Acalma-me meu amor
domingo, 28 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
"Essa febre que não passa e meu sorriso sem graça"
Sei que já deveria ter feito isso há tempos
Mas nem sempre a pedra no sapato incomoda
As vezes ela ajusta
Nossa falta de compreensão
Não mais endeusificar nosso sentimento, por mais puro e simples que achamos ser
é nosso e ninguém precisa aceita-lo
O segredo é ir em frente, com ou sem vestígios o mundo gira, tanto e para tantos, segue
Nada de agressões impessoais, o que preciso eu já nem venero
Carnificina, tudo fruto da carnificina
Mas nem sempre a pedra no sapato incomoda
As vezes ela ajusta
Nossa falta de compreensão
Não mais endeusificar nosso sentimento, por mais puro e simples que achamos ser
é nosso e ninguém precisa aceita-lo
O segredo é ir em frente, com ou sem vestígios o mundo gira, tanto e para tantos, segue
Nada de agressões impessoais, o que preciso eu já nem venero
Carnificina, tudo fruto da carnificina
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
É tão possível e tão complexo, que meus olhos lacrimejam
Sem pimentas ou cebolas
A naturalidade da lembrança de um passado nem tão distante mas tão ausente e tão efêmero.
Sentir que não se tem mais soluções quando não há mais problemas
É tal o fingimento que agora dei pra me sentir bem
Meu soluço anda se confundindo com meu riso
Meus mortos eu nunca enterrei
A putrefação já nem fede mais, já se parece com o cheiro presente do que ficou
A tua carne já se parece com o que como todo dia, e já não tem mais gosto
Doce vida, pobre vida, azul não-celeste
Perto de seus olhos eu me perdia
Nos seus passos eu buscava segurança
Revès, jamais imaginado
Estava a contar o tempo esses dias, e se passou tão rápido e seguro, que me pego rindo de nossos desencontros pela vida
Sortudo, e só tudo que me dizes fez e faz cada efeito catastrofico
Te ver me faz lembrar-me o quanto meu coração pode pulsar e o quanto não posso cair
Nada de abismo, já cheguei lá
Escalar é mais difícil que cair, precisamos das ferramentas e apoios certos, pra não deslizar de novo
Eu to vivendo eu to tentando
Sem pimentas ou cebolas
A naturalidade da lembrança de um passado nem tão distante mas tão ausente e tão efêmero.
Sentir que não se tem mais soluções quando não há mais problemas
É tal o fingimento que agora dei pra me sentir bem
Meu soluço anda se confundindo com meu riso
Meus mortos eu nunca enterrei
A putrefação já nem fede mais, já se parece com o cheiro presente do que ficou
A tua carne já se parece com o que como todo dia, e já não tem mais gosto
Doce vida, pobre vida, azul não-celeste
Perto de seus olhos eu me perdia
Nos seus passos eu buscava segurança
Revès, jamais imaginado
Estava a contar o tempo esses dias, e se passou tão rápido e seguro, que me pego rindo de nossos desencontros pela vida
Sortudo, e só tudo que me dizes fez e faz cada efeito catastrofico
Te ver me faz lembrar-me o quanto meu coração pode pulsar e o quanto não posso cair
Nada de abismo, já cheguei lá
Escalar é mais difícil que cair, precisamos das ferramentas e apoios certos, pra não deslizar de novo
Eu to vivendo eu to tentando
terça-feira, 23 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Um belo sinal
de que eu devo parar
para os bons entendedores meia palavra basta
para um ótimo entendendor nenhuma palavra basta
E para aqueles que choram em noites sem estrelas e chuvosas
Um toque, feche os olhos
e imagine, sempre, mesmo que digam que imaginar é uma fuga
e quem já negou que não seja
olhar com ternura para o céu distante que parece mais proximo que tua boca
E como um sorriso e uma sagacidade de lobo invento mil e uma peripécias pra me distrair
e me dopo com canções de quem já muito viveu e escreveu
e tomo a dor dos amores mal resolvidos
E como quem se encontra sozinho num deserto, o grito esganiçado de quem jamais será escutado
E acreditei e muitas vezes não alcancei, to cansada, exausta,
não quero repetições
Queria poder enterrar meus fantasmas e viver sem coração, mas quem nasce em época errada tem de aguentar as consequencias
de que eu devo parar
para os bons entendedores meia palavra basta
para um ótimo entendendor nenhuma palavra basta
E para aqueles que choram em noites sem estrelas e chuvosas
Um toque, feche os olhos
e imagine, sempre, mesmo que digam que imaginar é uma fuga
e quem já negou que não seja
olhar com ternura para o céu distante que parece mais proximo que tua boca
E como um sorriso e uma sagacidade de lobo invento mil e uma peripécias pra me distrair
e me dopo com canções de quem já muito viveu e escreveu
e tomo a dor dos amores mal resolvidos
E como quem se encontra sozinho num deserto, o grito esganiçado de quem jamais será escutado
E acreditei e muitas vezes não alcancei, to cansada, exausta,
não quero repetições
Queria poder enterrar meus fantasmas e viver sem coração, mas quem nasce em época errada tem de aguentar as consequencias
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Esses tempos novos
Em que nossos amores se vão tão rápido
Nossas angústias prevalecem e se aninham aqui dentro
Em que nossos traumas são descontados em quem nem sonha com isso
Que nossas ilusões ficam tão apavoradas quanto nós mesmos
Esses tempos angustiantes em que nós já nem parecemos com o que éramos ao nascer
Já nem gostamos das mesmas músicas
Sentimos nossas feridas tão expostas
Nosso mercúrio cromo já nem é tao eficaz
Nos transformamos numa máquina de rancor
De mágoas nunca esquecidas
De polos sempre opostos e não dispostos a permanecer sóbrios
Nessa agonia, nessa terra, nos sentimos expatriados
Sentindo sempre que não somos daqui
Nós sentimos mártires de nossas próprias lutas, sem nunca ter morrido por uma causa justa
Sem nunca ter chorado o suficiente, mas somos auto-suficiente na dor, e auto-flagelantes na lembrança
Doces acordes e penas imortais
Em que nossos amores se vão tão rápido
Nossas angústias prevalecem e se aninham aqui dentro
Em que nossos traumas são descontados em quem nem sonha com isso
Que nossas ilusões ficam tão apavoradas quanto nós mesmos
Esses tempos angustiantes em que nós já nem parecemos com o que éramos ao nascer
Já nem gostamos das mesmas músicas
Sentimos nossas feridas tão expostas
Nosso mercúrio cromo já nem é tao eficaz
Nos transformamos numa máquina de rancor
De mágoas nunca esquecidas
De polos sempre opostos e não dispostos a permanecer sóbrios
Nessa agonia, nessa terra, nos sentimos expatriados
Sentindo sempre que não somos daqui
Nós sentimos mártires de nossas próprias lutas, sem nunca ter morrido por uma causa justa
Sem nunca ter chorado o suficiente, mas somos auto-suficiente na dor, e auto-flagelantes na lembrança
Doces acordes e penas imortais
quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hoje vou te mostrar a carnificina que se tornou te desejar assim
tão desesperando, sem esperar e precisando tanto
Essa espera auto-flagelante
Não quero as migalhas do teu pão
Nem tenho mais pretensões
Só quero dizer que sou uma máquina de lembranças
Ou seria, uma maquina de rancor
Tudo o que me incomoda ao amanhecer e me prejudica ao dormir
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