sábado, 22 de setembro de 2012

Aos professores




Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível.
 Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.
Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário
, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados.
 Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação,
 grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
(Paulo Freire)

Comecei com esse pensamento de Paulo Freire e pensando em algumas perguntas que nos professores ouvimos
durante o percurso da graduação "Mas vocÊ não vai ter nenhuma profissão? Só professor?!"
Quero dizer que professor não é "só",  é tanto quanto qualquer profissão. Queria deixar uma mensagem aos colegas de profissão
Para que saiam da posição de reprimidos pelo sistema (é obvio que isso existe), que paremos com a história de profissão de
coitadinhos, saia da defensiva e partamos para o ataque. Professores, nós somos fortes candidatos à opressores, quando
em sala de aula obrigamos nossos alunos a compactuar com nossas ideias, nossos métodos, e nosso discurso é totalmente incoerente.
Professores que não gostam da profissão, larguem. O Brasil não precisa de mais professores frustrados, paremos de reclamar tanto
na sala dos professores, nos corredores das universidades. Discurso libertário de melhorias é so para inflar nossos egos, vamos
a realidade, aquilo que nos incomoda e nos maltrata todos os dias, vamos discutir a realidade a partir do que pode ser feito
e não a partir do passado. Os problemas são discutidos todos os dias, todos conhecem pelo menos uma parte de toda a estrutura
da educação, que parâmetros o modelo educacional brasileiro segue. Eu cansei de ver professores sendo o câncer de sua própria classe
Se graduem em outras áreas, mas por favor não passem essa desesperança para nossos alunos, a morte do pensamento da juventudade
está nos mais velhos ao passar toda a angústia de não ter seguido seus proprios passos enquanto Jovem. Somos manipuladores
da verdade quando acreditamos piamente que somos eternos oprimidos, maniqueísmo profissional, isso não deveria ser nosso jargão diário
Professor é, e se não for deve ser um eterno militante na luta pela educação.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Prologue to an illusion - Prólogo para uma ilusão


Don't worry,
 I do not expect anything from you
As winds experienced by small epiphanies,
 and comes back smoothly to its rightful place. I hope not commonly words like "love," "forever," or "never forget you"
This is the brilliance of youth believe that things can go right unsustainable.
 However, not in the world of ideas my mind works,
 not because I stole the dreams, but only because
 I believe it meets all is illusion, veil of maya.
_____________________________________________


Não se preocupe, eu não espero nada de você,
 como ventos sentidos por pequenas epifânias,
 vem  e volta suavemente para  seu devido lugar.
Não espero vulgarmente palavras como "amor", "para sempre", ou "nunca te esquecerei"
Esse é o brilho da juventude,
acreditar que as coisas insustentáveis podem dar certo.
 Entretanto, nem no mundo das ideias minha mente funciona,
Não porque me roubaram os sonhos,
 Mas porque so me satisfaz crer que tudo é ilusão, veu de maya.

   

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ah, os italianos...


Na cabeça o tilintar das taças ao som de Tchaikovsky em algum café em Paris, entra um italiano “meia idade”. Sim, um italiano! Nos meus sonhos parisienses não há espaço para o preconceito europeu, há apenas a imagem do homem casual que entra e perde o fôlego como se estivesse esperando alguém que nunca iria aparecer. O som ambiente era o que dava o aspecto diferenciado daquele homem, pois um italiano entre tantos franceses merecia um toque musical de erudição. Na pele de ninfeta logo me senti alvejada pelos feromônios que incrivelmente borbulhava entre minhas pernas e quase conseguia tocá-los. Rubor? Jamais. Uma dama jamais pode demonstrar fraqueza diante de um italiano, não apenas pela fama de amantes insaciáveis ou pela destreza com as mãos e boca, mas pela barganha feminina de ousar não entregar de corpo e feromônios de primeira a uma sedução tão efêmera quanto a de um italiano. Quanta ênfase a uma nação masculina! O fato é que homens autossuficientes são perigosos, ao som de Tchaikovsky em Paris então, nem se fala. Aquele café era formal demais para uma noite sexualmente atrativa, o que eu precisaria era de uma aproximação mais descarada, afinal,  o que eu conseguiria em um café além de números de telefones de um estrangeiro? Vocês devem se perguntar como consegui distinguir um italiano no meio de tantos franceses, entretanto uma mulher preparada sabe farejar a polidez de um italiano que se preze. Contudo, jamais poderíamos profetizar porque um homem  tão seguro de si estaria perdendo o fôlego, talvez se eu fingisse uma indiscrição confusa entre um sotaque italiano e um inglês meia boca que realmente me fizesse ruborizar, poderia pretensiosamente me aproveitar dessa falta de ar. Entre o pensar e o agir há uma distância moral que me segurou por uns dez minutos, em que meus olhos fingiam ler os compostos da margarina em cima da mesa. Atrevidamente levanto dando ênfase ao pescoço e ao colo que estavam devidamente preparados com os cabelos amarrados e um vestido com alças finíssimas que quando em vez escapuliam ao ombro. O processo de ida até o banheiro é seguido por um leve e fingido tropeço sendo reconduzido pela ajuda apática de um garçom e uma olhada sem afetos do italiano, que logo voltou ao compasso da música e da bebida. À essa hora Bach já havia entrado triunfante no cenário, chello no prelude 01, sim justamente essa sonorizando minha quase queda, pensando em outra alternativa decidi que um Moët & Chandon ajudaria a criar coragem e fui até o bar, me posicionei, nem tão distante que ele não pudesse me notar, nem tão perto que insinuasse uma aproximação intencional. Tão logo pedi a taça, soltei um suspiro desajeitado de quem espera cansada e com sede o primeiro gole de álcool da noite, apesar desse ser o único ato espontâneo da noite, foi ele mesmo quem chamou a atenção do “meia idade” de Toscana,  que surpreendentemente falava inglês muito bem. As ironias disso tudo: um italiano em Paris falando inglês! Entretanto além das ironias havia um demorado vinho que parecia contribuir para que o dito cujo perguntasse seu realmente considerava Paris o centro das revoluções e transformações do mundo moderno ou se tudo não havia sido forjado por uma França cheia de si. Eu, obviamente só entendi o “cheia de si”, mas com uma sagacidade impecável respondi que a retórica da tradição francesa era uma necessidade que eles (seja lá quem for os “eles”) , foi quando o meu Moët & Chandon de salvação chegou e interrompeu a minha resposta sem propósito, tomei um infalível gole e disse que adoraria não contribuir para a arrogância francesa. O sorriso de canto dele era proporcional a minha sutileza que estava escondida em mãos suadas segurando firmemente a taça. Ele continuou sério, apesar de o semblante cultivar uma leveza, que me condenou a continuar nessa empreitada, ao me levantar ele pronunciou o que me parecia improvável e disse que esperava ansiosamente uma italiana que conheceu ali naquele mesmo local dias atrás, entretanto deixou em aberto se era um encontro ou se esperava que o acaso agisse. A curiosidade quase  me levou a perguntar qual das duas probabilidades era a mais aceitável, me calei e disse que hoje era a noite das ironias, um italiano esperando outro em Paris. Ia voltando para minha mesa quando surgiu o convite para terminar  a garrafa de Moët & Chandon em um espaço menos melancólico, talvez seria difícil achar um pub estilo irlandês em Paris, mas ainda existia a sordidez etílica da Belle Époque,  em que se bebia, comia e fazia-se sexo com qualidade considerável. Perguntei se a italiana não se incomodaria com minha presença, respondendo ao que seria uma pergunta obvia em relação ao seu status civil, disse que a ausência dela era um fato fúnebre que merecia ser contado compassadamente em um espaço com melhores acomodações. Não foi difícil encontrar um local que conotasse sexo e bebidas, afinal, nem só de amor romântico vivem os parisienses, as mesas dispostas separadamente umas das outras com meia luz ao som de 13& God, uniu o que alguns clamariam por socorro, nada mais paradoxal que é um clássico Moët & Chandon com um som indie alemão misturado com o som norte-americano.  Não se sabia que poderia haver um sincretismo sinestésico entre o clássico e o profano. A singularidade daquele momento era perturbadoramente excitante, exceto pelo fato de que a visão da italiana se tornara mais fúnebre do que a própria história ainda escondida. Inicialmente o nome do italiano foi apenas balbuciado, não prestei muita atenção no que parecia ser essencial (ou trivial), a vontade era de não conhecer sua identidade, os que aos poucos se tornou facilmente aceitável para os dois. O inicio da conversa foram apenas solilóquios entre o que ele pensava e o que ele pensava, iniciou comentando como falava inglês em um espaço hostil para tal idioma e que teve de sair de Toscana para encontrar alternativas profissionais. Até esse momento o encanto estava quase se tornando desencanto, quando finalmente iniciou a história fúnebre referida no café, em que a italiana esperada no bar jamais chegaria, não porque estivesse morta, mas pelo fato de que ele não a conheceu pessoalmente, era apenas divagações de alguém que reconhece um conterrâneo em outros espaços, porém, era fúnebre pois encontrá-la novamente seria uma obra do acaso ou do impossível, exceto o detalhe da cegueira parcial que a impediu de reconhecer um italiano em terras francesas, não era trágico, muito menos fúnebre mas ele sabia que eu jamais aceitaria o convite se soubesse que ele iria direto as “vias de fato”. O vinho foi posto e recolhido, estávamos levemente “alegres” quando soou World Outside ,  tecnicamente estávamos próximos do que qualquer pessoa chamaria de sexo casual, no entanto a música retardou um pouco  nossa ida ao lado mais escuro do bar. Sua conversa cheia de pretensões filosóficas impulsionou um sono auxiliado pelo vinho, contudo o charme de um italiano não acaba com um vinho e algumas arrogâncias platinadas em Fellini. Suas mãos começaram a deslizar pelo ombro despido, o que me arrepiava não era possibilidade do sexo, mas do não sexo, aquilo que poderia ser destruído por um mínimo detalhe, como um toque errado, uma palavra não pronunciada, afetava meu sangue de mulher fatal, o sentimento de jovialidade e bestialidade poderia transtornar minha segurança. Tudo foi congelado quando a primeira oportunidade do beijo apareceu, em duas bocas sem assunto cabem perfeitamente beijos quentes, sedutores, cheios de língua e de saliva, lábios carnudos sempre me fascinaram. A boca maravilhosamente proporcional a minha deixou que meus feromônios exalassem pelo espaço ocupado por nos dois na mesa. Para um vestido bem preparado há sempre uma mulher sem calcinha, que propositalmente deixa que ele saiba de tal situação, ao conhecer tais objetividades de uma mulher moderna o vestido é levantado com uma sutileza que jamais perceberia a ausência dele, contudo a presença de uma mão quente entre as pernas denunciava a roupa entre sua cintura que não poderia ser evitado, caso houvesse necessidade. Novamente, sinto a jovialidade de uma adolescente transando no banco de trás do carro do namorado, só que a culpa não é a mesma, o que torna o sexo bem mais leve. Entretanto, entre a praticidade de um vestido e a complexidade de uma calça com zíper tornou o que chamamos de situação complicada, não pela calça em si, mas pelo local, chamar atenção dessa forma seria desnecessário. Sua atenção voltava-se para que não houvesse gemidos altos que atraíssem plateias, o tráfego de pessoas naquele bar era quase nulo, mas os poucos que o frequentavam estavam atentos a qualquer som estranho. A sinalização de que estávamos em uma situação unilateral foi que sua mão estava molhada e a calça ainda estava fechada, porém se partíssemos agora, tínhamos o conhecimento de que o clima seria quebrado e cada um partiria seja lá qual fosse o destino, continuamos então discretamente para o quase impossível, sentar em cima de suas pernas com a calça semi-baixa, o contraste entre as luzes vermelhas do bar e a escuridão da noite proporcionou uma discrição quase impossível, difícil seria calar a boca em um sonorizado gemido. A princípio, sentar foi fácil, a mão na boca também, mas a flexibilidade de um italiano deixou a desejar, são bons amantes em seus devidos espaços, lugares mais exóticos causam medo, não sei se é particularidade de pessoas desse país, ou o proibido gera bloqueio. O fato é que apesar do meu esforço a participação continuou unilateral, até que em uma gozada triunfal saí de cima aliviada, afinal as reclamações de que as mulheres são mais paradas na cama nem sempre procedem, nem sempre é na cama, nem sempre falhamos, nem sempre italianos são bons amantes, nem sempre locais inusitados proporcionam transas inesquecíveis.

domingo, 26 de agosto de 2012

Aviso aos navegantes

Mulher adora uma mentira bem contada
Adora saber que seus braços são os mais confortáveis
Que seus lábios são os mais doces
Que suas palavras são as mais sedutoras
Não precisa ser verdade
Mas mulher adora uma mentira bem elaborada
Daquelas que dizem que seu corpo é o mais sublime
Que suas curvas são as mais perigosas
Não precisa se esforçar, basta balbuciar algumas palavras
Fingir alegria, fingir tratamento,
Mulher adora de vez em quando se achar na frente da barganha
O destino da mulher é ser admirada, ser interpretada, mesmo que seja nas entrelinhas
Mulher, enfim, adora se achar em eterno festim

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dia de quem?


No Dia do Historiador, pesquisadora da RHBN faz uma reflexão sobre alguns valores atribuídos à profissão e questiona o significado da instituição de uma efeméride dedicada a ela

Nashla Dahas
Talvez seja necessário retirar da história parte do peso de carregar um passado coerente e preciso, fundamento mais seguro das identidades. Equivaleria a distribuir as chaves para um universo que não precisa acabar, no qual o homem é destituído de uma posição de domínio, de um modo de ser determinado por conjuntos de variáveis mais ou menos previsíveis, pois que alicerçadas em colonizadas relações de unidade e identidade.
  • Há mais de 500 anos um enorme contingente de pessoas caminha entre o mito do paraíso perdido e as descobertas mais fantásticas no campo das ciências e tecnologia, da economia mundial, e da comunicação extravagantemente massiva. A vida tem sido tecida por múltiplos processos sociais que garantem a manutenção dessas condições, aspiração e profundo desejo de um futuro desenvolvido e eternamente mais moderno. E neste amplo arco de um conceito um tanto oportunista de “modernidade” consideramos os encurtamentos geográficos e as aproximações étnicas, a estigmatização dos conflitos de classe, raça e nacionalidade, religião e ideologia, na esperança de alcançar o comando da própria história.

    Reconhecimento
    Da aventura do descobrimento humano nos séculos XV e XVI, a inelutável sociedade “global” contemporânea, o problema do reconhecimento e da demarcação das identidades culturais combinou-se a um desejo de modernização social e desenvolvimento econômico a-históricos, pois que diluídos em fragmentários caminhos distantes de qualquer referência de transformação que marcou esses séculos de experiências. A linha reta do passado institucionalizado chamou de civilização a exclusão política, e de tolerância cultural, o racismo das opções modernas de inclusão.
    O Ocidente tornou-se o lugar por excelência da liberdade, desde que as diferenças identitárias estejam devidamente elencadas e asseguradas pela lei – cujo argumento fundamental tem sido repetidamente a História. Ao mesmo tempo, do espírito moderno de ruptura que marcou finais do século XIX, não cultivamos atualmente qualquer referência, profundidade ou sentido e começamos a nos chamar de pós-modernos, decretando o fim daquela história, novamente, como se isso fosse possível. Formatamos o inconsciente individual e o acaso histórico, o desejo pessoal de mudança e a democracia participativa em um capítulo da história em direção a uma infinidade de novas, atraentes e perturbadoras experiências e memórias incapazes, contudo, de nos municiar da compreensão de quem somos e qual o nosso lugar.
    No Brasil, ora discutimos no campo político a verdade unívoca de capítulos de nossa história, comemoramos de forma perturbadora a chegada do futuro sem demonstrar qualquer empatia pelas já antigas lutas de classe, lutas sociais, conflitos e contradições psicológicas que constituíram gerações tragadas por um passado de datas e monumentos, mas sem qualquer conexão com a imagem futurista de nosso presente. O modelo ideal de sociedade responsabiliza a agitação social e suas incertezas por um fracasso determinista confinado às histórias contadas nas salas de aula, às bibliotecas universitárias, aos museus e patrimônios culturais, distantes, portanto, da ampla sensibilidade social, das ruas, do espaço público e da memória, na qual todos os sentimentos humanos de senso de pertencimento, compreensão e atividade, sexualidade e desejos podem ser inventados e reinventados todos os dias de acordo com as necessidades e interesses pessoais.
    Diante disso, talvez a ambigüidade do conhecimento histórico, a consciência da incerteza do progresso, do acaso e do devir devam ser postas em causa. Deixemos por um momento a homenagem mais problematizadora do estudo do passado, para abrir mais espaço ao erro e a ilusão, obscurecidos pelo desejo colonial de modernidade. Que as oportunidades de mobilidade e transformação moral desde muito sonhadas, assim como a incansável busca de crescimento econômico e humano não lancem nossa secularidade a categorias cristalizadas em datas e acontecimentos. Mas que o dia de hoje seja mais uma chance de reflexão sobre nossos vínculos emocionais com uma imensa trajetória de lutas, diversidade e possibilidades de vida, de valores, de alternativas de futuro.

    Texto publicado na revista de Historia da Biblioteca Nacional

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Revolution"


Gritem, babacas
Gritem o quanto a sociedade é injusta
o quanto você odeia corrupção
vote nulo
boicote eventos
seja o engajado perfeito
Poste em suas redes sociais o quanto você odeia que maltratem os poodles, as crianças e os velhos
Disserte sobre o preconceito
Diga não às campanhas políticas no facebook
Seja o ativista online
que não move a bunda pra ir às ruas
que não perde tempo assistindo o horário eleitoral e muito menos vai a um debate político
Depois não venham com fotos de Brasília e um pedido pro Bin Laden acabar com ela
Nós a construímos,
Nós colocamos cada um dos corruptos
O sonho de cada brasileiro é poder ter uma bagatela do que nossos representantes conseguem
O sonho do oprimido é ser opressor
O sonho do brasileiro é poder se esbaldar em falcatruas sem ser pêgo
É ser o bom cristão, o bom pai, o bom cidadão
Não tem coragem nem de catar o próprio lixo, mas adora um discurso libertário

Ode aos hipócritas


No alto da madrugada
o teu sexo vem à tona
No tilintar do copo de vodka
nos corpos se consomem
ao som do blues
enlaçando-me e esquecendo as mágoas
a gente se afoga
so molha e se pinta de festim

O que ocorre é que ao amanhecer
o dinheiro do taxi tá na mesa com um bilhete pra fechar a porta
o dinheiro estava trocado
e você roncava
não pude deixar de notar alguns discos do Bob Dylan na prateleira
Peguei dois, afinal, pra quem não me dá carona a noite é mais cara